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Inglês jurídico virou linha de corte, não mais um diferencial

Inglês jurídico virou linha de corte, não mais um diferencial

Quando eu me formei, saber inglês jurídico ainda era o tipo de coisa que aparecia bonita no currículo e impressionava numa entrevista. Era um diferencial. Hoje não é mais. Em boa parte das vagas que um estudante ambicioso quer, o inglês jurídico deixou de somar pontos e passou a filtrar candidatos logo na entrada.

A diferença é grande. Um diferencial ajuda você a ganhar de outro candidato parecido. Uma linha de corte decide se a sua inscrição sai da pilha. Vou mostrar onde essa linha já existe.

Nos processos de estágio das bancas maiores

Escritórios full-service e bancas que atendem cliente estrangeiro trabalham com contrato, parecer e e-mail em inglês todo dia. Não é acessório do trabalho, é o trabalho. Por isso muitos processos seletivos já têm uma etapa em inglês, às vezes uma entrevista inteira, às vezes um teste de leitura de contrato.

Já vi estudante brilhante em Direito Civil ser dispensado porque congelou quando o entrevistador trocou de idioma no meio da conversa. Não faltou conhecimento jurídico. Faltou conseguir demonstrar esse conhecimento em inglês.

Nos editais de intercâmbio e nos programas internacionais

Aqui a linha de corte é literal. Editais de intercâmbio, summer schools e processos de LL.M. costumam exigir comprovação de nível, com TOEFL ou IELTS, e muitos pedem leitura de material jurídico já na seleção. Sem esse comprovante, sua inscrição não é analisada. Ponto.

E existe uma sutileza que pega gente desprevenida: o inglês desses exames tem uma camada técnica quando o programa é de Direito. Estudar inglês geral para o IELTS e chegar num edital que cobra vocabulário jurídico é o tipo de surpresa que custa uma vaga.

No departamento jurídico das empresas

Multinacional, fintech, farmacêutica, tecnologia. O jurídico interno dessas empresas revisa contrato internacional, cuida de compliance com matriz no exterior e participa de operação que roda em inglês. Um exemplo do vocabulário que aparece já no primeiro dia:

due diligence → auditoria legal prévia (a investigação antes de fechar um negócio) The buyer conducted due diligence before the acquisition. — O comprador realizou a auditoria legal antes da aquisição.

disclosure → divulgação de informação (obrigatória em muitas operações) The company failed to make a proper disclosure to investors. — A empresa deixou de fazer a devida divulgação aos investidores.

Esses termos não têm tradução de dicionário que resolva. Ou você conhece o sentido técnico, ou trava.

O que fazer com essa informação

Não trago isso para assustar. Trago porque quase ninguém avisa o estudante a tempo, e a conta chega justo na hora da oportunidade boa. A vantagem é que dá para se preparar antes de precisar. Inglês jurídico não se aprende na véspera da entrevista.

Se você ainda está começando, veja por onde começar sem travar. Se já tem uma base e quer acelerar de forma organizada, um curso de inglês jurídico é o caminho mais curto entre onde você está e a vaga que hoje te barra. A plataforma da Criar Direito foi pensada para isso, e você pode conhecer o curso quando quiser.

Inglês jurídico deixou de ser diferencial. Virou linha de corte.

A plataforma da Criar Direito leva você do zero ao vocabulário que escritórios e editais de intercâmbio exigem — com a Profa. Andressa.

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