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LinkedIn jurídico em inglês: o perfil que faz o recrutador te achar

LinkedIn jurídico em inglês: o perfil que faz o recrutador te achar

Tem uma diferença silenciosa entre o currículo e o LinkedIn. O currículo você envia quando se candidata. O LinkedIn trabalha por você enquanto você dorme. Recrutador de banca internacional e de departamento jurídico de multinacional busca candidato na plataforma o tempo todo, e busca em inglês. Se o seu perfil está só em português, ou num inglês improvisado, você não aparece nas buscas que importam. Some no meio da multidão.

A boa notícia é que arrumar isso está no seu controle, e você não precisa esperar estar formado. Um estudante de segundo ano com um perfil bem montado em inglês já entra no radar. Vou te mostrar como, parte por parte.

a headline: a linha que decide se clicam

A headline é aquela linha logo abaixo do seu nome. É o que aparece na busca, ao lado da sua foto, antes de qualquer pessoa abrir o seu perfil. A maioria dos estudantes deixa ali só "Law Student", e desperdiça o espaço mais valioso do perfil.

Use a headline para dizer quem você é e para onde vai. Algo como Law Student at USP · Interested in International Arbitration · English & Portuguese diz muito mais que "Estudante de Direito". Ela mostra a área, o idioma e a ambição, tudo no primeiro olhar.

Law Student → estudante de Direito (o termo que o recrutador digita na busca) Third-year Law Student seeking a legal internship. — Estudante de Direito do terceiro ano em busca de estágio.

o about: sua cover letter que fica no ar

A seção "about", ou "resumo", é uma cover letter permanente. Escreva em inglês, em primeira pessoa, três ou quatro frases. Diga o que você estuda, o que te interessa e o que procura. Sem clichê, sem "I am a proactive and dedicated person". Fato e direção.

Vale aplicar aqui a mesma lógica de uma boa cover letter jurídica em inglês: concreto vence adjetivo. Em vez de dizer que você é dedicado, mostre o que fez e o que quer fazer. Quem lê acredita no específico.

Um detalhe técnico que muita gente ignora: o LinkedIn deixa você criar o perfil em mais de um idioma. Crie a versão em inglês além da portuguesa. Assim, um recrutador de fora vê o seu perfil no idioma dele, e você aparece nas buscas em inglês.

a experiência: verbos de ação, não descrições passivas

Cada estágio, monitoria ou atividade entra com uma descrição curta em inglês, começando por verbos de ação no passado. Drafted, researched, reviewed, assisted. É a mesma gramática de um bom currículo, e não por acaso: recrutador lê os dois com o mesmo olho.

to draft → redigir, elaborar (uma minuta, um documento) Drafted contracts and researched case law under a senior lawyer. — Redigi contratos e pesquisei jurisprudência sob a supervisão de um advogado sênior.

Descreva com a lógica de quem já trabalhou. "Responsible for helping the team" é fraco e passivo. "Assisted the team in reviewing commercial contracts" mostra a ação e o objeto. A diferença parece pequena, mas é ela que faz o perfil soar profissional.

as palavras-chave: como você aparece na busca

Aqui está a parte técnica que quase ninguém pensa. O LinkedIn é um buscador. Quando um recrutador procura um estagiário, ele digita termos: legal intern, contract law, compliance, arbitration, legal research. Se essas palavras não estão no seu perfil, você não aparece, por melhor que você seja.

Então plante os termos da sua área ao longo do perfil, na headline, no about, na experiência. Não force, não repita de forma artificial, mas garanta que as palavras pelas quais você quer ser encontrado estejam ali, em inglês. É a diferença entre existir e ser encontrado.

Faça o teste do recrutador: pense em três termos em inglês que alguém digitaria para achar um estagiário como você (por exemplo legal intern, contract review, international law). Abra o seu perfil e procure por eles. Se não estiverem lá, você é invisível para quem busca exatamente por você.

os erros que apagam o seu perfil

O mais comum é o perfil só em português, que fecha a porta para todo recrutador internacional. Depois vem o perfil em inglês traduzido ao pé da letra, cheio de construções que nenhum falante nativo usaria. "Student of the course of Law" em vez de "Law Student" grita tradução automática.

Outro erro é o abandono. Um perfil montado uma vez e nunca mais tocado envelhece. Adicionar uma atividade nova, comentar algo da sua área, seguir escritórios e advogados que você admira: isso mantém você visível e mostra que você se importa com a carreira. Não precisa virar produtor de conteúdo. Precisa não sumir.

E há o erro de subestimar a foto e o cuidado geral. Não precisa de foto profissional cara, mas precisa de uma imagem limpa e séria. O perfil é a sua vitrine, e uma vitrine descuidada afasta.

por que montar isso agora, ainda cedo

Aqui está o ângulo que muda como você vê essa tarefa. Um LinkedIn não dá resultado no dia em que você o cria. Ele rende com o tempo. Cada conexão, cada atividade adicionada, cada termo bem colocado se acumula. O perfil que você monta no segundo ano é o que, no quarto, aparece para o recrutador que procura um estagiário para uma banca internacional.

Quem começa cedo constrói uma vantagem que o colega de última hora não consegue replicar. Não dá para fabricar dois anos de presença numa semana. E como o inglês jurídico é o que faz o perfil funcionar nas buscas certas, cada termo que você aprende vira, também, mais uma porta pela qual alguém pode te encontrar. É o mesmo inglês que abre as vagas de estágio em banca internacional, trabalhando agora a seu favor de forma silenciosa.

skills, recomendações e a prova social

Abaixo da experiência, o LinkedIn deixa você listar competências, as skills. Preencha com os termos da sua área em inglês: Legal Research, Contract Law, Legal Writing, Compliance. Elas reforçam as palavras-chave do perfil e ainda aparecem quando alguém confirma que você as tem, o que funciona como uma pequena prova social.

skills → competências (a seção de habilidades do perfil) Skills: Legal Research, Contract Drafting, Legal English. — Competências: Pesquisa Jurídica, Redação de Contratos, Inglês Jurídico.

As recommendations (recomendações) valem ouro e quase ninguém pede. Um professor, um supervisor de estágio, um colega de projeto pode escrever poucas linhas em inglês sobre trabalhar com você. Uma recomendação real, no idioma, diz ao recrutador que outra pessoa apostou em você, e isso pesa mais que qualquer adjetivo que você escreva sobre si.

seguir, comentar e não sumir

O LinkedIn recompensa quem aparece. Siga os escritórios onde você gostaria de estagiar, os advogados que admira, as áreas que estuda. Comente, de vez em quando, algo da sua área, em inglês, com uma opinião sua de verdade, não um "great post". Você não precisa virar criador de conteúdo. Precisa existir na plataforma como alguém ativo, que acompanha o mundo jurídico e se comunica no idioma dele.

Esse movimento tem um efeito colateral bom: quanto mais você lê e comenta em inglês jurídico, mais natural o vocabulário fica. O perfil deixa de ser uma vitrine parada e vira parte do seu estudo.

Um acabamento que quase ninguém faz: personalize o endereço do perfil. O LinkedIn deixa você trocar aquela URL cheia de números por algo limpo, como linkedin.com/in/seunome. Fica melhor no currículo e na assinatura de e-mail, e passa a mesma impressão de cuidado que o resto do perfil. É um minuto de trabalho para um ganho que dura.

por onde começar

Comece pela headline e pela versão em inglês do perfil. São as duas mudanças de maior efeito e menor esforço. Depois, reescreva o about e as descrições de experiência com verbos de ação. Faça um pouco por semana, sem pressa.

E se você sentir que trava na hora de escrever em inglês, que não sabe qual termo usar para a sua área, o gargalo é o vocabulário jurídico, não o LinkedIn. É esse vocabulário que a plataforma da Criar Direito organiza para você, do básico ao profissional. Dá para conhecer o curso quando fizer sentido.

Seu perfil é a única parte da sua candidatura que trabalha vinte e quatro horas por dia. Vale deixá-lo pronto para ser encontrado por quem procura, em inglês, alguém exatamente como você.

Inglês jurídico deixou de ser diferencial. Virou linha de corte.

A plataforma da Criar Direito leva você do zero ao vocabulário que escritórios e editais de intercâmbio exigem — com a Profa. Andressa.

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